Hemácias na urina são glóbulos vermelhos encontrados na amostra. Quando há sangue na urina, usa-se o termo hematúria. O achado pode ocorrer por diferentes motivos e não informa sozinho se existe infecção, cálculo ou doença dos rins. Mesmo sem dor, um resultado novo ou persistente merece avaliação.
Tira positiva para sangue é igual a contagem de hemácias?
Não. A tira reagente é uma pesquisa química; a microscopia procura as células no sedimento. A diretriz AUA/SUFU de micro-hematúria, atualizada em 2025, orienta não definir o diagnóstico apenas por uma tira positiva: é preciso avaliação microscópica.
Confira o método, a unidade e a referência do laboratório. Resultados “por campo”, “por mL” e “por microlitro” não devem ser comparados como se fossem a mesma escala. Um número solto também não determina a gravidade ou a necessidade de tratamento.
Hemácias e leucócitos são células diferentes. Se as duas linhas vieram alteradas, veja também o que os leucócitos no exame podem indicar; a combinação não escolhe automaticamente um antibiótico.
Por que a causa precisa ser investigada?
O NIDDK explica que a hematúria pode ser visível ou microscópica. Na segunda situação, a urina pode manter a cor habitual. Entre as causas possíveis estão infecção, cálculos, exercício intenso e alterações renais ou urológicas; algumas precisam de investigação mesmo sem sintomas.
Sangue menstrual pode contaminar a amostra. Informe essa circunstância, sem concluir por conta própria que todo resultado é apenas contaminação. O profissional decide se e quando repetir o exame, seguindo a coleta indicada pelo laboratório.
Para a consulta, leve:
- Laudo completo e exames anteriores, com datas.
- Registro de sangue visível, ardência, dor, febre ou dificuldade para urinar.
- Informação sobre menstruação, exercício intenso ou procedimento urinário recente.
- Lista de medicamentos, inclusive anticoagulantes e antiagregantes.
O uso desses medicamentos não dispensa a investigação, segundo a AUA/SUFU. Não os suspenda por conta própria. Se o sangue foi atribuído a uma infecção urinária, a diretriz também orienta conferir sua resolução por exame microscópico após o tratamento, conforme a equipe responsável.
Ter diabetes não permite atribuir automaticamente o sangue a uma complicação renal. A relação albumina/creatinina urinária avalia outro aspecto do acompanhamento; não é uma contagem de hemácias nem substitui a avaliação desse achado.
Quando procurar atendimento sem esperar?
Sangue visível, mesmo sem dor, deve ser comunicado ao serviço de saúde para avaliação. Procure urgência se não conseguir urinar ou houver dor abdominal forte: o NIDDK trata esses sinais de retenção urinária como situação de atendimento imediato. Coágulos podem bloquear a saída da urina.
Febre, calafrios ou dor nas costas/lateral do corpo, sobretudo com vômitos ou piora importante, também pedem atendimento sem demora. Não espere repetir uma fita em casa para decidir buscar ajuda.
Conteúdo educativo para adultos. Não identifica a causa do seu resultado nem substitui avaliação clínica ou prescrição.



