Glucagon nasal e injetável têm a mesma finalidade de resgate da hipoglicemia grave, mas a preparação e a aplicação mudam conforme o produto. Existem dispositivos nasais, injetáveis prontos e kits que exigem misturar pó e diluente. Saber apenas o nome “glucagon” não basta para usar qualquer um deles.
Em uma emergência com inconsciência, convulsão ou incapacidade de engolir, chame o SAMU 192. Não ofereça açúcar, líquidos ou alimentos pela boca. O uso do glucagon previsto no plano não substitui o atendimento.
Quais apresentações existem?
O glucagon nasal é administrado por um dispositivo próprio na narina; a pessoa não precisa inspirar conscientemente para que seja utilizado. Não é um descongestionante, e o mecanismo do aplicador não deve ser aprendido durante a crise.
Nos injetáveis prontos, a formulação já está preparada no dispositivo. Nos kits de reconstituição, o pó precisa ser misturado ao diluente seguindo instruções específicas. A existência dessas duas modalidades impede dizer que “todo glucagon injetável precisa de mistura”.
A comparação descreve apresentações existentes em referências internacionais. Não confirma venda, registro, importação ou cobertura de cada uma no Brasil. A escolha precisa considerar prescrição, disponibilidade regular e capacidade dos cuidadores de executar o procedimento correto. [1] [2]

O que conferir no produto que você realmente tem?
Leia o nome completo, a apresentação, a validade e a conservação na embalagem. No GlucaGen HypoKit descrito na bula brasileira consultada, a seringa contém o diluente: ela não deve ser confundida com uma seringa de medicamento já pronto para aplicar.
Essa bula exige cuidados próprios de armazenamento e uso imediato depois da reconstituição. As condições não devem ser transferidas para qualquer caneta ou dispositivo nasal. Conserve a embalagem e as instruções acessíveis ao cuidador, no local previamente combinado.
Não abra ou acione um dispositivo de uso único só para demonstrar. Peça demonstração com material de treinamento, quando disponível, ou orientação profissional sobre como estudar o mecanismo sem inutilizar o resgate. [3] [2]
| Situação | O que considerar |
|---|---|
| Nasal | Dispositivo próprio; não exige que a pessoa inspire. |
| Injetável pronto | Não exige reconstituir pó; mecanismo depende do produto. |
| Kit com pó e diluente | Exige preparo exato antes de administrar. |
| Todas as apresentações | Plano, validade, conservação e cuidador treinado são essenciais. |
Como preparar a família antes de precisar?
Escolha quem precisa conhecer o plano: familiares, colegas próximos ou responsáveis na escola, conforme a rotina. Mostre onde fica o medicamento, como reconhecer uma situação grave e qual telefone chamar. A pessoa com diabetes pode não conseguir orientar os outros durante o episódio.
O roteiro de treino deve responder: qual é o dispositivo, quais passos ele exige, quem chama ajuda e como manter a pessoa protegida enquanto o socorro chega. Não misture instruções de marcas diferentes nem improvise dose a partir de vídeos de outro país.
Depois do uso, mantenha atenção à respiração e siga a orientação do atendimento de emergência. Há risco de vômito; posicionar de lado é uma precaução importante quando a pessoa está respirando e não há impedimento. Se não respirar normalmente, o atendente do 192 orientará as medidas necessárias. [1] [2]
O resgate não encerra o problema
Mesmo com melhora, é necessário investigar por que a hipoglicemia aconteceu e se existe risco de retorno. O glucagon depende de reservas do fígado; jejum prolongado e consumo excessivo de álcool podem prejudicar a resposta. Não espere uma garantia de recuperação por ter aplicado o medicamento.
Só ofereça algo por via oral quando a pessoa estiver acordada e conseguir engolir com segurança, seguindo a orientação da equipe. O momento de reavaliar glicose e a eventual necessidade de nova administração devem constar das instruções do produto e do plano médico, sem atrasar o socorro.
O guia de hipoglicemia no diabetes explica reconhecimento e prevenção. Para quem quase não percebe as quedas, veja hipoglicemia sem sintomas. Esses conteúdos complementam a comparação de dispositivos; não substituem treinamento. [3] [1]
Fontes e revisão editorial
Preparado em 03/11/2026, com auditoria editorial e clínica por IA. Não há revisão médica profissional declarada. Fontes usadas em paráfrase; exemplos e roteiros são educativos.



