O índice tornozelo-braquial, ou ITB, compara a pressão arterial sistólica medida no tornozelo com a do braço. Ele ajuda a investigar doença arterial periférica, quando o sangue encontra dificuldade para chegar às pernas. No diabetes, um resultado muito alto também precisa de avaliação: pode refletir artérias pouco compressíveis, e não uma circulação melhor.
Como é feito o índice tornozelo-braquial?
O profissional usa manguitos nos braços e tornozelos e pode utilizar um Doppler para identificar o fluxo nas artérias. A pessoa fica deitada e passa por um período de repouso. Não há coleta de sangue nem injeção de contraste nesse exame.
Peça ao serviço as orientações sobre café, tabaco, exercício e roupas adequadas. Informe feridas, procedimentos vasculares anteriores e os medicamentos em uso, sem suspendê-los por conta própria. Levar esses dados facilita a preparação da consulta de diabetes.
O que significam as faixas do ITB?
A diretriz ACC/AHA utiliza as categorias abaixo. Elas organizam a leitura do laudo; não substituem o exame clínico nem definem sozinhas o tratamento.
| Resultado | Classificação |
|---|---|
| Até 0,90 | Anormal |
| 0,91 a 0,99 | Limítrofe |
| 1,00 a 1,40 | Normal |
| Acima de 1,40 | Artérias não compressíveis |
Um valor normal ou limítrofe pode não encerrar a investigação quando os sintomas e a avaliação mantêm a suspeita. O profissional pode pedir outros testes de circulação, inclusive medidas após exercício, conforme o caso.
Por que o diabetes exige atenção ao resultado alto?
Artérias calcificadas podem resistir à compressão do manguito e prejudicar a interpretação. Isso pode ocorrer em pessoas com diabetes. Quando o ITB está acima de 1,40, a equipe pode avaliar a pressão no dedo do pé e as ondas de fluxo, em vez de concluir que está tudo bem pelo número elevado.
O ITB não mede sensibilidade nem confirma lesão dos nervos. A neuropatia diabética nos pés é outra questão, que pode coexistir com alterações arteriais e exige avaliação própria.
Não é um exame obrigatório para toda pessoa com diabetes em qualquer situação. A indicação depende de sintomas, pulsos, histórico e risco cardiovascular. Na consulta, pergunte o que motivou o pedido e se o resultado responde à dúvida inicial.
Fontes e limites
American Heart Association: diagnóstico da doença arterial periférica; diretriz ACC/AHA de 2024; Cleveland Clinic: exame ITB. Conteúdo educativo, sem diagnóstico individual.



